10
Set 11
Investigadores mostraram pela primeira vez que é possível direccionar um vírus geneticamente modificado para atacar células cancerígenas sem afectar o tecido saudável de uma pessoa, com uma única dose intravenosa.

 

Durante décadas, a ciência explorou a ideia de utilizar os vírus para alertar o sistema imunológico de que deveria atacar e destruir as células cancerígenas. Esse interesse foi substituído pela possibilidade de serem os vírus a atacar o próprio cancro, graças ao desenvolvimento da engenharia genética.

Num estudo publicado nesta quarta-feira na edição online da revista Nature, uma equipa de cientistas mostrou que o vírus JX-594 consegue infectar tumores com efeitos secundários mínimos e que duram pouco tempo. A terapia experimental foi feita num número pequeno de pessoas por uma equipa de cientistas da Universidade de Otava e por uma pequena empresa de biotecnologia chamada Jennerex Inc, e vai ser testado em pacientes com cancro de fígado mais ou menos avançado.

“Com a quimioterapia existem efeitos secundários drásticos”, disse John Bell, cientista principal da Jennerex e do Instituto de Investigação do Hospital de Otava, “Com este tratamento, os doentes só tinham sintomas [equivalentes] ao da gripe durante 24 horas, e mais nada depois disso.”

O primeiro teste envolveu 23 doentes com vários tipos de cancro num estado muito avançado. Esta primeira prova foi para verificar se o vírus era seguro. Além de o ter confirmado, seis dos oito pacientes a quem foi dada a maior dose viram o cancro estabilizar ou diminuir.

Sete dos pacientes desse grupo – o que equivale a 87 por cento da amostra – mostraram que os vírus só se replicavam nas células cancerígenas, deixando em paz os tecidos saudáveis.

A próxima fase vai incluir 120 doentes com cancro de fígado primário, conhecido como carcinoma hepatocelular. Segundo o investigador, este vírus mostrou uma actividade muito forte contra o cancro do fígado. Alguns destes cancros de fígado são causados por vírus, como o da hepatite B, e os investigadores acreditam que isso os torna mais susceptíveis a uma nova infecção feita por um segundo vírus.

O JX-594 é derivado de uma estirpe de vírus que antes era muito utilizada para vacinar as crianças contra a varíola, uma doença erradicada há décadas. “Sabemos que [o vírus] é bastante seguro”, disse Bell, sublinhando que a informação genética que o vírus necessita para mutar foi retirada.

O investigador acrescentou ainda que, como este vírus é administrado de uma forma intravenosa, há a possibilidade de que o mesmo limite a capacidade das células do cancro saírem de um tumor e através da corrente sanguínea irem para outro local, espalhando-se pelo corpo através das metástases.

publicado por maestrinavania às 15:53

comentários recentes
è com tristeza que informo que a sara faleceu no p...
Olá!Sou estudante do mestrado em Psicologia Clínic...
Ola vânia!!!Antes de mais quero-te desejar muitas ...
Párabens Vânia, a tua fé conseguiu ultrapassar tod...
olá parabéns pelo destaque e pelo blog pois nunca ...
Olá Vânia , boa noite. Como isso?É com imenso ...
A tua coragem e a tua Fé são exemplo para todos nó...
Estás de parabéns. Realmente consegues dar imensos...
Passei por cá só para te dizer que mesmo sem te co...
Parabéns amiga. Continua assim uma grande mulher l...
ESTÁS DE PARABÉNS POR ESTE BRILHANTE TRABALHO...SÃ...
olá vânia.este blog está muito engraçado e acho qu...
Tens toda a razão, pensamos sempre que é só aos ou...
Amiga o teu blog ta muito fixe...só uma pessoa com...
Olá amiga! Muitos parabéns. O blog está muito bem ...
pesquisar neste blog
 
mais sobre mim