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Jul 10

Experiências realizadas em ratinhos mostraram que os animais submetidos a situações de stress, até mesmo em situações de luta, conseguiram combater melhor o cancro do que outros ratos num ambiente tranquilo.

Os investigadores dizem que esta descoberta aponta possíveis tratamentos neurológicos para o cancro.

"A forma como vivemos pode muito bem ter um impacto muito maior no prognóstico do cancro do que até agora se reconhecia", afirmou o neurocientista Matthew During.

A equipa de cientistas injetou melanoma (o cancro de pele mais mortal) nos ratos e deixou o tumor desenvolver-se.

Alguns dos animais foram colocados numa gaiola espaçosa, com muitos brinquedos e muito mais ratinhos do que é normal. Outros foram deixados em gaiolas comuns de laboratório.

Três semanas depois do início da experiência, os tumores tinham-se reduzido quase para metade nos animais deixados na gaiola considerada com mais estímulos.

Depois de sete semanas, a redução foi de 77 %.

Sem qualquer tratamento, a doença desapareceu em 17% desses ratos, enquanto nos animais que permaneceram nas gaiolas comuns o cancro continuou a crescer normalmente.

Os investigadores acreditam que a estimulação desenvolveu stress moderado nos ratinhos, que terá levado à libertação de hormonas que tiveram efeitos positivos em relação ao cancro.

Embora geralmente se diga que o stress é pouco saudável, a equipa de Matthew During acredita que a resposta do corpo a situações stressantes é complexa.

Para demonstrar que os benefícios não foram provocados por exercício físico, os ratos nas gaiolas comuns tiveram rodas de corrida, tendo praticado três vezes mais exercício do que os animais na gaiola coletiva.

Os investigadores revelaram que os ratos do ambiente onde foi induzido algum stress produziram uma substância adicional do cérebro denominada fator neurotrófico.

Essa substância, que estimula a produção de neurónios, reduz a leptina -- hormona associada ao apetite e ao melanoma, cancro da mama e da próstata.

Embora a leptina e o próprio melanoma tenham efeitos diferentes nas pessoas do que nos ratos, os cientistas julgam que os resultados desta experiência ajudarão a descobrir mecanismos ligados ao cancro nos seres humanos.

publicado por maestrinavania às 14:52

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