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Jan 10

O cancro do pulmão mata 10 portugueses por dia e cerca de 3.500 por ano, revelou o presidente da Associação Nacional de Tuberculose e Doenças Respiratórias (ANTDR), Artur Teles de Araújo.

"Quer o tabagismo activo quer o passivo são responsáveis por 80 a 90 por cento de casos de cancro do pulmão", disse Teles de Araújo no primeiro dia da Feira do Pulmão, que decorre entre hoje e quinta-feira no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, onde são feitos rastreios a doenças respiratórias.

    A Feira do Pulmão pretende alertar para a importância do rastreio no diagnóstico precoce das doenças do aparelho respiratório e, a julgar pela fila de interessados, a iniciativa parece agradar.

    A Lusa acompanhou o teste de José Fernandes, reformado, a quem hoje de manhã foi diagnosticada uma obstrução pulmonar.

    "Nunca me preocupei, mas como fui bate-chapas durante muitos anos estive exposto a tintas e fumos", disse José Fernandes, surpreendido com o resultado.

    "Ando muito a pé e danço três vezes por semana, por isso não percebo", confessou, mas admitiu sentir-se muito mais tranquilo com a entrada em vigor da nova Lei do Tabaco, que impede o fumo em recintos pequenos e fechados, que frequenta habitualmente.

    Para Artur Teles de Araújo, este é um de muitos casos que podem ser prevenidos e diagnosticados precocemente.

    “Os rastreios são fundamentais para o diagnóstico precoce e consequente tratamento atempado, pelo que é muito importante detectar em fase tratável”, caso se trate de uma doença pulmonar grave, explicou.

    O presidente da ANTDR salientou, também, que "o risco de cancro do pulmão tende a ser maior nas áreas urbanas devido a um maior número de fumadores e a uma maior poluição atmosférica".

    Instado a fazer um prognóstico para os próximos anos, numa altura em que os números merecem alguma atenção, Teles de Araújo não é optimista, referindo que "a incidência das doenças respiratórias tem vindo a aumentar nos últimos anos e essa tendência vai acentuar-se nas próximas décadas".

    Defendeu, neste âmbito, a importância da acessibilidade da população a este tipo de testes, mas reconheceu que os centros de saúde em Portugal ainda "não têm capacidade de resposta" para que se aposte na prevenção.

    Até quinta-feira aqueles que se dirigirem à Feira do Pulmão poderão realizar, gratuitamente, rastreios a alergias, Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), micro-radiografias e espirometrias, entre outros.

    A feira inclui ainda áreas dedicadas à informação sobre prevenção das doenças, desabituação tabágica, avaliação e ensino do asmático, ensino do doente com DPOC, oxigenoterapia e ventiloterapia domiciliárias.
Lusa / AO online
publicado por maestrinavania às 23:49

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