23
Jun 11

 

 Um grupo de jovens reuniu-se ontem na Praça Velha num encontro promovido pela rainha e pelo chefe de protocolo da edição de 2011 das Festas Sanjoaninas, cuja temática foi a educação para a saúde na área das doenças do foro oncológico.
Para o efeito, as principais figuras do Séquito Real contaram com o apoio do Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

 

 

 

 

Mafalda Botelho e Ricardo Noronha, na qualidade de rainha e chefe de protocolo das Festas Sanjoaninas 2011, associaram-se ao Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro numa sessão de carácter informal que decorreu ontem à tarde na Praça Velha.

 

Segundo os jovens, o objectivo é promover a educação para a saúde junto da comunidade em geral e o papel dessa entidade que este ano comemora 70 anos de acção de solidariedade e de humanização.

 

“Quisemos aproveitar a exposição da nossa imagem enquanto figuras do Séquito Real para lançar o apelo sobre uma causa social de extrema importância no campo da Saúde”, explica Mafalda Botelho à conversa com o nosso jornal. E Ricardo Noronha acrescenta: “Este é um modo de sensibilizar a comunidade a procurar informação sobre a Liga e o seu trabalho quer no acompanhamento de doentes oncológicos quer nas acções de prevenção da doença”.

 

Questionados sobre as motivações que levaram ambos a promover essa iniciativa, os jovens apontam a influência da sua área de estudo ou não fosse a Mafalda Botelho estudante de Medicina e o Ricardo Noronha futuro profissional de Ciências Farmacêuticas.

 

“Há de facto uma maior apetência para levar a cabo iniciativas do género”, reconhece o Chefe de Protocolo da edição de 2011 das Festas Sanjoaninas.

 

Na ocasião, a representante e presidente da direcção do Núcleo, Zita Lima, começou por falar sobre o início e a história da entidade sedeada na Rua da Palha em Angra do Heroísmo que, além do serviço de apoio e acompanhamento aos doentes oncológicos dentro e fora das suas instalações, promove acções de prevenção da doença com a organização de palestras, entrega de panfletos, bem como a sua participação em eventos de beneficência realizados a nível local.

 

Zita Lima respondeu a um alinhamento de perguntas colocadas pelos elementos do Séquito Real para uma audiência de cerca de duas dezenas de jovens, a maioria estudantes da Universidade dos Açores.

 

O entusiasmo foi total e da comunicação estabelecida entre duas gerações diferentes resultou a partilha de conhecimentos e aprendizagens de vida pessoal e profissional.

 

 

Testemunho de Vida
em blog da internet

 

 

Entretanto, Vânia Bettencourt concedeu o seu testemunho ao jornal “a União”, dias antes do encontro na Praça Velha, a propósito da sua luta contra a doença oncológica diagnosticada há dois anos.

 

Durante esse período de tempo o seu percurso, momentos mais e menos bons, foi registado na Internet através do espaço hojemeuamanhateu.blogspot.pt. O objectivo é muito claro e, por isso, resume a explicação numa só frase.

 

“Procurei transmitir o meu conhecimento e a minha experiência pessoal enquanto doente às outras pessoas. Um alerta para a prevenção da doença”, salienta.

 

A professora de Música, natural e residente na ilha Graciosa, partilhou uma série de situações que, contou, foram vividas com algum sentido e humor.

 

“É fundamental para que o dia-a-dia pudesse ser vivido com um certo grau de normalidade imprescindível nessas situações”, considera.

 

Conta ainda que voltou ao activo há pouco tempo mas, antes, completou o seu Mestrado deslocando-se entre Setúbal – Graciosa – São Miguel, buscando forças também à sua família.

 

“Um sorriso sincero é muito mais importante do que conversas e conversas de misericórdia”, considera sobre a reacção das pessoas ao seu estado de saúde.

 

O marido, Nuno Escobar, manifestou a sua admiração pela esposa considerando-a “uma lutadora, corajosa, para que a nossa vida fosse vivida com normalidade”, sublinha.

 

O espaço onde a conversa decorreu – sala do Núcleo - permitiu a Vânia Bettencourt recuperar memórias de uma altura em que o seu estado de espírito seria outro completamente diferente.

 

“Quando o cabelo cai é uma sensação estranha. Pica no couro cabeludo. Eu fiz uma pré-preparação psicológica para assumir o meu “novo visual”. Rejeitei o uso da peruca e optei por um lenço. Depois sentir o meu cabelo crescer foi uma experiência muito interessante”, conta.

 

A esperança é uma palavra que, segundo a jovem, deve existir para todos sendo certo que “hojemeuamanhateu”, apesar de o pensamento da morte fazer-se evidenciar de quando em quando.

 

“Tenho outros cuidados agora com a minha saúde, alimentação, por exemplo, e o uso do tipo e qualidade da roupa interior, e, sim, vejo o mundo em geral de outra maneira”, conclui.

 

 

 

 

 

Sónia Bettencourt

 

sonia@auniao.com

 

 

publicado por maestrinavania às 14:43

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è com tristeza que informo que a sara faleceu no p...
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