27
Mar 10

Apesar dos progressos significativos na prevenção e tratamento do cancro, esta doença está a tornar-se na primeira causa de morte no Mundo devido ao envelhecimento da população e a hábitos perniciosos de consumo, segundo especialistas.

 

Nos últimos 20 anos, nos Estados Unidos, campanhas de prevenção e importantes avanços clínicos permitiram uma redução de 16 por cento na taxa de mortalidade por cancro, afirmou Susan Gapstur, da American Cancer Society.

Mas a doença continua a ser a segunda causa de morte nos Estados Unidos, onde em 2009, 560 000 pessoas, de cerca de 1,5 milhões de casos diagnosticados, morreram de cancro, adiantou Gapstur terça-feira ao apresentar uma edição especial da revista Journal of the American Medical Association (JAMA) dedicada ao cancro.

"Houve progressos notáveis" no tratamento dos cancros infantis e de outros cancros que atingem a próstata, testículos, seios ou cólon, destacaram os investigadores, adiantando que alguns cancros como o do pâncreas, fígado, ovários, cérebro e pulmões "continuam a ser altamente mortais e não reagem às terapias actuais".

Por outro lado, com o aumento de esperança de vida, ao longo das últimas décadas, aumenta o risco de um diagnóstico de cancro.

Cerca de um em cada dois homens e uma mulher e cada três serão portadoras de cancro ao longo da sua vida, segundo a revista. Metade dos casos serão mortais.

Cancro do pulmão tornou-se na causa mais comum de cancro nos EUA

Mas muitas das formas de cancro poderiam ser evitadas se houvesse melhores hábitos de vida, referem os investigadores, que dão como exemplo o cancro do pulmão que era "raríssimo no início do século XX", antes se de aumentar o consumo de tabaco.

O cancro do pulmão tornou-se na causa mais comum de cancro nos Estados Unidos a partir dos anos 1970, quando o perigo do tabaco ainda não era tão bem conhecido como hoje.

Em 1910, menos de 5000 pessoas contraíram cancro do pulmão. "Actualmente, há pelo menos 200 000 pacientes por ano", referiu Robert Timmerman, autor de um estudo sobre o tratamento de tumores através de radiação, em casos não operáveis.

Desde 1990, quando o número de casos de cancro de pulmão atingiu o pico mais elevado, a taxa deste tipo de cancro decresceu nos Estados Unidos.

Novos casos de cancro são gerados pela obesidade e excesso de peso.

"Estimativas actuais indicam que dois terços dos norte-americanos são obesos ou têm excesso de peso. E actualmente sabemos que estas condições favorecem diversos tipos de cancro", disse Gapstur.

"Evitar o excesso de peso e a obesidade vão ser factores cruciais na luta contra o cancro", adiantou o médico, referindo que cerca de 100 000 casos de cancro podem ser atribuídos a esta circunstância.

publicado por maestrinavania às 13:11

23
Mar 10

Um estudo feito na Califórnia revelou que os resíduos do fumo do tabaco permanecem em todas as superfícies, mesmo depois de o cigarro estar apagado, reagindo com o ácido nitroso que polui o ar e causando assim factores cancerígenos.

A pesquisa demonstrou que o fumo libertado é absorvido pelas mobílias, paredes, chão e tecidos. «A nicotina pode permanecer nestes materiais durante dias, semanas ou até meses», salientou um dos investigadores, Hugo Destaillats, acrescentando que esses resíduos reagem com a poluição presente no meio ambiente formando nitrossaminas (TSNAs).

A coordenadora da Comissão de Tabagismo em Portugal, Ivone Pascoal, referiu que este «fumo em terceira mão» é especialmente prejudicial para as crianças pequenas. «Os bebés colam o nariz em tudo, na roupa dos adultos e em todas as superfícies que encontram», acentuou ao tvi24.pt.

Teles Araújo, da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, referiu que ficam sempre resíduos do fumo do tabaco e que quanto mais jovem for a criança, mais prejudicial é a quantidade de produtos inalados. «Fumar em habitações é nocivo, aliás, basta cheirar a roupa de um fumador para detectar resíduos», afirmou.

Ambos os especialistas apontaram como solução deixar de fumar em espaços fechados, como as casas e os automóveis, e a necessidade de prestar uma atenção especial às crianças.

publicado por maestrinavania às 14:33

19
Mar 10

 A responsável pelo Registo Oncológico Regional do Norte, Maria José Bento, revelou que os homens da região do Norte são os mais afectados pelo cancro da cavidade oral, que tem vindo a causar uma mortalidade cada vez mais elevada. O alerta de Maria José Bento é avançado, pela Agência Lusa.

O tabaco e o álcool foram apontados como as principais causas da doença. «O álcool e o tabaco, juntos, não se somam, mais do que se multiplicam», afirmou Maria José Bento, acrescentando que o vírus do HPV também está associado à doença.

A exposição ao pó da madeira e aos fumos dos tubos de escape e poluentes industriais, uma deficiente higiene oral, uma dieta pobre em vitamina A e a susceptibilidade genética são também factores de risco.

Maria José Bento alertou para a importância do diagnóstico precoce das lesões, por permitir tratamentos menos agressivos e melhores taxas de sobrevivência.

O director do Serviço de Otorrinolaringologia do IPO/Porto, Eurico Monteiro, afirmou que quando «diagnosticados a tempo, muitos destes cancros são curáveis». Contudo, «o que acontece na maioria dos casos é que os doentes aparecem em estado avançadíssimo, numa situação em que não é possível tratá-los», considerou Eurico Monteiro.
 

publicado por maestrinavania às 14:31

16
Mar 10

O Dia Internacional da Criança com Cancro assinalou-se com a apresentação de um livro para ajudar os pais de crianças vítimas de cancro a retomar uma vida normal após o tratamento. Apresentado pela Associação Acreditar, o livro «Fim do Tratamento. O que acontece a seguir?» é uma publicação de cerca de 30 páginas com várias dicas e conselhos para os pais que, apesar do alívio por verem os filhos curados, enfrentam um certo vazio após um longo período de tratamentos em que estão sempre rodeados de profissionais de saúde que controlam a situação.

«As pessoas estão habituadas a uma rotina, a ir ao hospital todos os dias, a ter os médicos, os enfermeiros, os psicólogos uma série de pessoas. Tiveram um filho com uma doença muito grave e preocupam-se porque, de repente, aquele mundo em que viveram muito tempo desapareceu», causando angústias e dúvidas sobre o que devem fazer perante as situações mais comuns, explicou à agência Lusa a directora geral da Acreditar, Margarida Cruz.

A mensagem é que estas crianças e jovens estão curados e devem «seguir a sua vida normal». «As pessoas devem procurar reagir como reagem com outro filho, esclarecer dúvidas com o médico, falar com os filhos para que a ansiedade da criança e do jovem não aumente e tratar aquele filho ou filha com a mesma disciplina, o mesmo nível de responsabilidade que qualquer outro», sugeriu.

Cerca de 620 novos casos de tumores malignos em crianças até aos 14 anos foram identificados entre 1998 e 2002 num registo que abarca a Região de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e Madeira.

publicado por maestrinavania às 14:29

14
Mar 10

     Hoje faz um ano que "experimentei" a quimioterapia e tenho a dizer às pessoas que irão precisar de a "experimentar" e que estão com medo que a melhor forma de correr tudo bem é pensar sempre positivo e que se está a fazer esse tratamento é porque há esperança que tudo se irá resolver agora você é que tem de contribuir para que a parte psicológica funcione muito bem e o sucesso seja garantido.

      Porque o cabelo é uma preocupação muito grande neste tipo de tratamentos aqui fica um incentivo... a minha foto um ano depois...

 

publicado por maestrinavania às 16:57

10
Mar 10

Cerca de 40 por cento dos cancros podem ser evitados com mudanças no estilo de vida e mais prevenção, afirmou a Organização Mundial de Saúde (OMS), no Dia Mundial contra o Cancro, escreve a Lusa.

O tabaco, o consumo exagerado de álcool, a obesidade e a excessiva exposição ao sol são alguns dos comportamentos cuja alteração reduz o risco do cancro.
O papel dos governos é «crucial» para chamar a atenção para os riscos e para aplicar «medidas de detecção precoce», indica a OMS.
«Apelamos aos governos para que implementem rigorosamente os quatro componentes básicos do controlo do cancro: prevenção, detecção precoce, diagnóstico e tratamento, cuidados paliativos», afirmou Zsuzsanna Jakab, a nova directora regional da delegação europeia da OMS.
7,6 milhões de mortes anuais por cancro em todo o mundo
As últimas estatísticas da OMS apontam para 7,6 milhões de mortes anuais por cancro em todo o mundo, mais de 72 por cento das quais em países com índices de riqueza baixos ou médios. A previsão é para este número aumentar, podendo mesmo chegar aos 17 milhões de mortes por ano em 2030.
O cancro do pulmão é a forma da doença que mata mais pessoas e poderá aumentar se as medidas de combate ao tabagismo não forem «muito intensificadas».
Hungria é o pior país
Nos países desenvolvidos, as formas de cancro mais comuns são o da próstata, mama e cólon. Nos países em desenvolvimento, o cancro ataca mais o fígado, o estômago e o colo do útero.
Dos 53 países cobertos pela delegação europeia da OMS, a Hungria, com 458 mortes por cada 100 000 habitantes, tem a taxa de mortalidade mais alta, seguida da Federação Russa e da Ucrânia, com 347 mortes por 100 000 habitantes.
Na Europa, o cancro da mama é o responsável pela maior parte das mortes por cancro nas mulheres (17,2 por cento do número total de mortes), enquanto o cancro do pulmão é a principal causa de morte nos homens (26,9 milhões de mortes).
publicado por maestrinavania às 14:29

07
Mar 10

A aspirina pode reduzir para metade as hipóteses de uma mulher que completou o tratamento contra o cancro da mama voltar a desenvolver a doença ou de o cancro se espalhar para outras partes do corpo, de acordo com um estudo norte-americano.

O estudo foi realizado por investigadores da Universidade de Harvard, que vigiaram a saúde de 4.164 enfermeiras a que tinha sido diagnosticado cancro da mama e tomavam aspirina regularmente e compararam os quadros clínicos destas com os de outros doentes que não usavam o medicamento.
Os resultados mostram que as mulheres que tomavam aspirina duas a cinco vezes por semana reduziram as hipóteses de metástases em 60% e o índice de fatalidade devido ao regresso da doença em 71%. Já quem tomava seis a sete comprimidos por semana reduziu em 43% a probabilidade de o cancro se alastrar e em 64% de morrer.
«Até onde sabemos, esse é o primeiro estudo que reporta um aumento na taxa de sobrevivência das mulheres com cancro da mama que tomam aspirina», escreveu Michelle Holmes, da escola de medicina de Harvard, num artigo publicado no Journal of Clinical Oncology, citado pela BBC Brasil.
Este estudo não especifica, no entanto, o porquê da aspirina ter esse efeito sobre as pacientes. Os médicos suspeitam que pode estar relacionado com a capacidade de o medicamento reduzir a inflamação das células do corpo, mas avisam que serão necessários novos estudos.
Holmes alerta que nenhuma paciente dever substituir o tratamento normal contra a doença pelo uso de aspirina. Outros especialistas avisam ainda que não é recomendável que as portadoras da doença comecem a tomar aspirina regularmente, porque o medicamento tem efeitos colaterais, como estimular hemorragias.
 
publicado por maestrinavania às 14:04

comentários recentes
è com tristeza que informo que a sara faleceu no p...
Olá!Sou estudante do mestrado em Psicologia Clínic...
Ola vânia!!!Antes de mais quero-te desejar muitas ...
Párabens Vânia, a tua fé conseguiu ultrapassar tod...
olá parabéns pelo destaque e pelo blog pois nunca ...
Olá Vânia , boa noite. Como isso?É com imenso ...
A tua coragem e a tua Fé são exemplo para todos nó...
Estás de parabéns. Realmente consegues dar imensos...
Passei por cá só para te dizer que mesmo sem te co...
Parabéns amiga. Continua assim uma grande mulher l...
ESTÁS DE PARABÉNS POR ESTE BRILHANTE TRABALHO...SÃ...
olá vânia.este blog está muito engraçado e acho qu...
Tens toda a razão, pensamos sempre que é só aos ou...
Amiga o teu blog ta muito fixe...só uma pessoa com...
Olá amiga! Muitos parabéns. O blog está muito bem ...
pesquisar neste blog
 
mais sobre mim