29
Nov 09

    HOJE NÃO PUBLICO UM ARTIGO QUE OS OUTROS ESCREVERAM, MAS SIM ALGO QUE EU SINTO...E ESCREVI!

       Poderia chamar de: Como lidar com um doente oncológico, mas preferi chamar-lhe pensamento real!

 

     É frequente deparamo-nos com pessoas que sofrem ou já sofreram pelo aparecimento de um tumor nas suas vidas.

   Um tumor pode significar muita coisa: o começo de um sofrimento, o agravamento de um sofrimento, ou o esconder de um sofrimento.

  

     Qualquer pessoa que tenha a infelicidade de lhe ser diagnosticado um tumor não fica indiferente ao mesmo, quer este seja benigno ou maligno. No entanto, cabe a cada um saber que destino escolher: inventar forças onde não sabem que as têm ou deixar-se levar pelo sofrimento e pela derrota.

 

    As pessoas que rodeiam os doentes oncológicos têm uma influência directa com o destino que o doente escolher, por isso muito cuidado nas palavras e atitudes.

    

      Os familiares, amigos, vizinhos, conhecidos, especialista da saúde, enfim toda a população está envolvida directa e indirectamente na cura e recuperação de cada doente.

 

    A maneira como olham o doente, as palavras com que se dirigem ao mesmo, as atitudes, têm todas muita influência na sua recuperação.

 

    Qualquer pessoa que esteja doente, mesmo que não goste que lhe falem na doença gosta de ouvir um simples "Está tudo bem?" nada mais simples e consolador. Mais palavras, perguntas, muitas das vezes, só vêm atrapalhar. Deixe que seja o doente a escolher se que quer falar sobre a sua vida, ou não.

 

    Olhar com pena, dó, piedade, ou falar com tom de voz de pesar é o pior dos erros que se pode cometer perante estes doentes pois já basta a situação que estão a viver.

 

    Se o doente mostra estar com coragem e vida, não precisa mais palavras, basta um sincero sorriso, pois o que você pode pensar que o está a ajudar a levantar pode aborrecê-lo, pois se o doente mostra uma atitude positiva não lhe tente dar a sensação que não o está a ser e que você é que tem essa força para dar.

   

     Qualquer elogio é bem vindo, mas só quando dado com sinceridade. As pessoas percebem quando estão a ser elogiadas só para animar...

 

      Qualquer doente pensa no que lhe aconteceu, pode até ficar complexado ou mesmo "traumatizado" com toda a sua situação e com as consequências que lhe foram aparecendo. Por isso faça sempre com que isso não aconteça dando-lhe sempre um bom ambiente familiar, laboral e social,pois é essencial ao seu saudável estado de espírito, logo à sua recuperação.

 

       Lembre-se, nunca tenha pena de um doente oncológico porque... hoje meu...amanhã teu... mas conviva como ele como se nada tivesse acontecido.

 

     Ah! Claro! Nunca deseje aos outros o que não quer para si ou para os seus...

 

                                           Saúde para todos, principalmente para os que mais precisam...

                                                                    Vânia Maria da Silva Bettencourt

publicado por maestrinavania às 20:18

27
Nov 09

O teste apresentado por empresa norte-americana tem 90 por cento de precisão.

Foi apresentado ontem um novo método para diagnosticar o cancro do pulmão. A empresa Celera Corporation desenvolveu um exame que detecta nove compostos do sangue e que pode oferecer de forma segura um diagnóstico precoce a este tipo de cancro, que normalmente só é detectado depois de se alastrar. O teste pode permitir um tratamento mais rápido e eficaz, visto que no seu primeiro estágio este tipo de cancro é, normalmente, curável. O novo teste diagnostica o tumor com 90 por cento de precisão.

Harvey Pass, do Centro Médico Langone (Universidade de Nova Iorque), ajudou a testar o novo método e revela-se muito entusiasmado: “Este é um dos ensaios mais promissores que já vi como detector do cancro do pulmão”, disse.

O teste usa um espectrómetro de massas para detectar os nove compostos no sangue. Os investigadores também estão a trabalhar no desenvolvimento de um teste mais simples, que avalia seis compostos, adiantaram os especialistas à Associação Internacional para o Estudo do Cancro do Pulmão.

O cancro do pulmão é o tipo de cancro mais mortal no mundo, matando 1,2 milhão de pessoas por ano. A maioria dos casos é diagnosticada quando o tumor já se alastrou dos pulmões para outros órgãos, quando já não há cura.
 

publicado por maestrinavania às 18:34

25
Nov 09

Rodeie-se das pessoas que ama. Ouça os profissionais que estão envolvidos no seu tratamento. Pergunte tudo. Desabafe. Falar sobre o que sente ajuda na sua recuperação.

 

Esclareça todas as suas dúvidas com os profissionais de saúde e não leve muito a sério as opiniões e “histórias” que outras pessoas contam. Cada caso é um caso único.

publicado por maestrinavania às 18:33

23
Nov 09

Investigação americana desvenda efeitos da aflatoxina no ser humano.

A aflatoxina, uma substância tóxica produzida por alguns tipos de fungos em nozes,amendoins e outras sementes oleaginosas, pode causar cancro do fígado se ingerida em grandes quantidades, revela um estudo realizado nos Estados Unidos. A investigação publicada na revista Nature demonstra que essa toxina destrói o gene p53, que actua na prevenção do cancro no ser humano.

Shiou-Chuan Tsai, da Universidade da Califórnia, em Irvine (UCI), e investigadores da mesma instituição e da Universidade Johns Hopkins descobriram também que uma proteína chamada PT é fundamental para que a aflatoxina se forme em fungos.

Estas descobertas poderão levar à concepção de métodos de controlo da acção da aflatoxina, que evitem a sua actuação no organismo humano e, por sua vez, o cancro.

O estudo sublinha que 4,5 bilhões de pessoas em áreas subdesenvolvidas estão criticamente expostas a alimentos com grandes quantidades de aflatoxina. Em países como China, Vietname e África do Sul, a situação é agravada pela exposição ao vírus da hepatite B, que aumenta 60 vezes os riscos de se contrair cancro do fígado.

Apesar de reconhecerem a impossibilidade de se travar a contaminação de alimentos pela aflatoxina, os cientistas responsáveis por esta investigação alertam para a necessidade de legislação que estipule limites toleráveis para o consumo de sementes oleaginosas, nomeadamente nos países em desenvolvimento.

 

 

publicado por maestrinavania às 08:28

21
Nov 09

O «pai» do DNA reuniu centenas de pessoas na Gulbenkian

 

“Devemos trabalhar todos juntos para curar e prevenir o cancro”, disse James Watson ao Ciência Hoje no final da conferência “Curar o cancro hoje, não amanhã”, que se realizou no passado dia 7 de Novembro de 2009, em Lisboa.

O geneticista, distinguido com o prémio Nobel da Medicina de 1962 (juntamente com Francis Crick e Maurice Wilkins) por ter desvendado a estrutura molecular do DNA, prevê a descoberta da cura do cancro nos próximos dez anos.

Um dos motivos relacionados com o optimismo de James Watson é o preço dos tratamentos genéticos que está a baixar progressivamente pelo que o seu custo deixou de ser um obstáculo como era no passado. "A investigação em cancro demonstra grandes oportunidades, é por isso que devemos continuar a acreditar no nosso trabalho”, afirmou o cientista. “O nosso objectivo é diminuir o número de casos de cancro”, acrescenta.

afirma James Watson. Segundo o presidente do conselho científico da Fundação Champalimaud, esta “é uma grande oportunidade para Portugal desempenhar um papel de liderança na cura e prevenção do cancro".

No futuro centro de investigação e tratamento de metástases, a Fundação Champalimaud pretende juntar a investigação laboratorial sobre cancro com a vertente clínica na sua futura sede, na zona ribeirinha de Pedrouços. Será o primeiro centro de investigação e tratamento de metástases do cancro no mundo a que se juntará um centro de neurociências e a aposta na área da visão. A abertura está prevista para Outubro do próximo ano, a coincidir com o centenário da República.

“A nossa missão é construir algo importante, uma clínica do cancro”,

 

Trabalhar até aos 86 anos
 

Centenas de pessoas encheram as salas da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa
Centenas de pessoas encheram as salas da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa

Aos 81 anos, James Watson espera poder continuar a sua reconhecida carreira científica pelo menos por mais cinco. Na palestra, a convite da Fundação Champalimaud, o cientista falou sobre a sua experiência com o cancro e o caminho que o levou até ao estudo desta doença. Contou que os pais morreram de cancro quando era criança, tal como o seu irmão mais velho, e que ele próprio já teve cancro de pele. Em seguida falou no seu percurso na investigação, desde que começou a trabalhar, nos anos 40, com genes de vírus que afectam bactérias até aos vírus que causam tumores e aos mecanismos do cancro.

James Watson afirma que há estudos que dizem que o exercício físico pode ajudar a evitar o cancro da próstata. Um dos problemas que mais afecta os homens a partir dos 50 anos, representando uma importante causa de morte. De acordo com o investigador, “uma maneira feliz de evitar o cancro da próstata” é praticar exercício físico. Com boa disposição e um sentido de humor apurado, diz que é por isso que joga ténis e mostra uma foto sua com uma raquete oferecida pelo tenista Roger Federer.

James Watson tirou fotografias, <br> deu autógrafos e respondeu a todos
James Watson tirou fotografias, deu autógrafos e respondeu a todos
Ontem, três salas da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, encheram com as 700 pessoas que foram ouvir um dos grandes nomes da história da ciência falar sobre a cura do cancro. No final da conferência, James Watson tirou fotografias, deu autógrafos e respondeu a todos os que se sentiram inspirados com a palestra do cientista. 
 

publicado por maestrinavania às 08:24

19
Nov 09

A crença de que o baixo colesterol está associado a um maior risco de cancro foi refutada por novos estudos avançados pelo HealthDay News, segundo os quais os baixos níveis de colesterol reduzem o risco de doenças cardíacas e oncológicas.

Na investigação em que  foram acompanhados mais de 29 mil homens finlandeses durante 18 anos, os especialistas demonstraram por que motivos se receia que os níveis baixos de colesterol aumentam o risco de cancro, mas também as razões pelas quais esses medos não têm fundamento.

Os níveis de colesterol abaixo do recomendado, geralmente 200 miligramas por decilitro, foram associados a um risco geral de cancro 18 por cento maior, mas este aumento só se aplicava aos casos diagnosticados nos anos iniciais do estudo. "A descoberta reforça a ideia de que os níveis baixos de colesterol são causados por cancros não diagnosticados", explicou Demetrius Albanes, investigador do Instituto Nacional de Oncologia dos EUA.

Por outro lado, os níveis mais elevados do colesterol HDL, o chamado “bom colesterol”, que protege as artérias coronárias, foram associados a um risco 14 por cento mais baixo de todos os cancros, acrescentou o especialista.

Além disso, os dados de mais de 5500 homens inscritos no Prostate Cancer Prevention Trial mostraram que aqueles que tinham níveis de colesterol inferiores a 200 tiveram um risco 59 por cento menor de desenvolver a forma mais agressiva do cancro da próstata.

"Estes resultados devem ajudar a afastar qualquer pensamento persistente de que o baixo colesterol pode ajudar a causar o cancro", revela Eric Jacobs, director estratégico da farmacoepidemiologia da Sociedade Americana de Oncologia.
 

publicado por maestrinavania às 08:23

17
Nov 09

VII Congresso Nacional de Senologia

“Não tem existido um aumento significativo do cancro da mama em mulheres até aos 35 anos”, esta é a conclusão de Carlos Oliveira, presidente de honra do VII Congresso Nacional de Senologia – que terá início no domingo, às 9h, e que se realiza até 17 de Novembro, no Hotel Tivoli Marina Vilamoura (Algarve).

Segundo Carlos Oliveira, “o cancro da mama não está a aparecer em maior número em mulheres mais jovens. Existe, sim, um aumento global do número de casos.” A conferência «Cancro da mama e fertilidade», no âmbito deste encontro, vai analisar em diversos ângulos estas questões e esclarecer alguns mitos. Será abordada a relação entre a idade da primeira gravidez e o risco de desenvolvimento da doença (e desvendado que engravidar até aos 20 anos reduz em 50 por cento este risco de desenvolver cancro da mama).

No que respeita à lactação, o presidente do congresso afirma que amamentar reduz o risco de cancro da mama “independentemente da duração da amamentação e especialmente nas mulheres que têm antecedentes familiares”.

Quanto à contracepção oral refere que estudos efectuados concluem que a toma da pílula não aumenta a possibilidade de se contrair a doença, independentemente da idade. A relação entre a interrupção voluntária da gravidez (IVG) e o cancro da mama será também abordada.

Apesar de, em 1996, uma meta-análise (uma observação de estudos efectuados entre 1957 e 1996) ter referido que haveria aparentemente uma relação entre o aborto provocado e o aumento do risco de cancro da mama, hoje estudos prospectivos demonstram que este risco é inexistente. 

 

Congresso é até dia 17 deste mês
Congresso é até dia 17 deste mês
Esterilidade e toxicidade

A problemática da esterilidade será também tratada por Carlos Oliveira através da apresentação de vários estudos feitos entre 1987 e 2004. Destes, realça que a maior parte (16) não revela a existência de um aumento do risco e que apenas em quatro é feito o alerta para os casos de mulheres que efectuaram estimulação dos ovários. Contudo, diz serem necessários mais estudos para chegar a conclusões concretas.

Estudos recentes demonstram que o tratamento contra o cancro pode afectar a fertilidade em 40 a 80 por cento das mulheres que efectuam radioterapia, quimioterapia ou mesmo cirurgia, dado que podem ser a causa de falência ovárica ou de conduzirem a alterações no útero. E se nalguns casos a influência do tratamento na reprodução pode ser transitório, noutros é permanente.

Carlos Oliveira vai falar sobre a questão da toxicidade dos medicamentos e nas estratégias para preservação da fertilidade (congelação de embriões, de folículos, na transposição de ovários, na protecção dos ovários com medicamentos). Neste âmbito, vai defender a criopreservação do tecido ovárico, prática já efectuada em Portugal e que já foi responsável pela geração de seis crianças em todo o mundo.

“Considera-se a relação [cancro da mama e fertilidade] quando existe doença instalada e a mulher está grávida ou até 12 meses após o parto”, refere Carlos Oliveira. Apesar de serem, regra geral, “tumores mais agressivos”, afirma, a maior parte dos estudos conclui que não interfere na sobrevivência das mulheres nem aumenta o risco. Contudo, “em todos os casos têm de ser observados os riscos e os benefícios e avaliar-se individualmente qual a metodologia a adoptar”, conclui.

publicado por maestrinavania às 08:16

16
Nov 09

    4 de Outubro de 2008, um dia bonito, cheio de sol.

    Estava feliz!
    Prestes a fazer um mês de casada, tinha 27 anos há 4 dias, estava a preparar a minha casa nova para viver e profissionalmente tinha começado a leccionar mais um ano lectivo.
Até aqui tudo muito normal, mas quis Deus preparar-me novas experiências, nova forma de ver o mundo e a vida.
     Deu-me esse sinal através de uma dor.
    Como já disse nesse dia fez bom tempo, tal como hoje, e à tarde tive varrendo todo o passeio envolvente do telheiro da minha casa (77,725m2) em cimento grosso, o que torna a tarefa mais complicada do que o normal. Chegando quase ao fim comecei a sentir dores entre a mama e axila direita, mas não querendo deixar o trabalho por acabar mesmo com dores acabei de varrer tudo. À noite foi o concerto de comemoração do dia Mundial da Música no Centro Cultural na qual foi dirigir 3 músicas. Isto tudo para explicar o porquê de ter sentido uma dor. Pois quando finalmente me deitei na cama do lado oposto à dor, senti-a novamente. Posso traduzi-la por se assemelhar a um punhado de agulhas a picar constantemente no mesmo local. Passei a mão na zona, mas nada encontrei até porque estava com o período e não era a altura mais indicada para fazer apalpação.
      No dia seguinte, Domingo, foi um dia normal até chegar à noite e na mesma posição que me tinha deitado no dia anterior senti a mesma dor na qual achei muito estranha e aí não pude deixar passar sem pedir ao meu marido que me ajudasse a tentar encontrar alguma coisa.
     Foi ele que encontrou uma “bolinha” mais pequenina que um grão de ervilha e que estava bem escondida entre a mama e a axila direita.
      O mundo ficou tão confuso para mim nesse momento.
     Será um tumor? Estou cancerosa? Vou morrer? Uma enorme quantidade de perguntas que me surgiram de imediato. A minha vontade seria correr para o Centro de Saúde, mas era quase 1h da madrugada! Meu marido tinha de entrar ao serviço, fiquei ali sozinha sem querer acreditar no que me poderia estar a acontecer. Fui logo ligar o portátil è internet e fiz pesquisas. Uma informação tranquilizou-me: “ Quando dói é benigno!”
     No dia seguinte por volta das 7h dirigi-me ao Centro de Saúde, e como ia dar aulas as 9h e não tinha por hábito faltar tentei ir cedo porque para além do mais às segundas-feiras os hospitais têm sempre mais pessoas.
     Entrei no Centro de Saúde e não vi ninguém. Dirigi-me ao andar do internamento e perguntei a que horas abriam as consultas de urgência. Posso dizer que fui atendida com arrogância com um: “urgência que é urgência só lá para as 9h” o meu nervosismo e ansiedade eram tantos que várias lágrimas “gordas” caíram-me pela cara e não consegui dizer mais nada. Recordo tudo isto como se fosse hoje… há coisas que nos marcam… só quem as passa poderá compreender.
      Uma enfermeira ao ver o meu estado de ansiedade trouxe-me para as urgências e conversou comigo para tentar perceber o que se passava e deu-me algo para me acalmar.   O médico não estava lá, estava em casa e estavam prestes a mudar de turno. Aconselharam-me ir para casa relaxar um pouco e voltar. Quando voltei já era o meu médico de família que estava de urgências. Sentada à espera e vendo que nunca me chamava entrei para saber se a minha ficha estava lá. Informou-me que estava inscrita nas urgências do médico que tinha saído de serviço, mas disponibilizou-se para me atender. Resultado da consulta, uma ida à terceira para fazer uma ecografia mamária sem direito a acompanhante!
       Nos dias que se seguiram a tal "bolinha" tanto aparecia como desaparecia ligeiramente.
      No dia 10 de Outubro de 2008 fiz a primeira ecografia mamária no Drº Vasco Aguiar - Angra.
       Antes de fazer a ecografia o médico pediu para levantar os braços e colocar as mãos atrás do pescoço para proceder a apalpação. Durante a apalpação misteriosamente a "bolinha" desapareceu. Tentei mostrar ao médico o local, mas também não a consegui encontrar. Deitei-me  para proceder à ecografia e o médico tentou fazer as perguntas normais de históricos familiares, sempre alegando que isto não era nada que às raparigas novas não acontecia nada... blá, blá, blá... Fez a ecografia só na zona da mama e não fez na zona que me queixava que era entre a mama e axila. Disse estar tudo bem e que não havia motivo para preocupação. Saí satisfeita, mas ao mesmo tempo confusa o porquê de ter desaparecido. Seria sistema nervoso?
     À noite quando me deitei apareceu outra vez a bendita "bolinha" e voltei a sentir algumas dores. Como tinha de embarcar na manhã seguinte para a Graciosa, porque tinha aulas para dar, não voltei ao consultório.
    Fui ao médico de família, mas como a ecografia não acusava nada o médico ficou descansado e não fez caso dizendo que deveria ser psicológico e que não tocasse ali para desaparecer... Engoli aquela conversa em seco e fui para casa.
     Tinha sempre a sensação que algo se passava e que só cabia a mim tentar descobrir e lutar.
      Todos os dias vigia a "bolinha" e conforme o esforço que fazia com o braço ela aparecia, por isso a suspeita que poderia ser uma hérnia era cada vez mais presente uma vez que o esforço do braço é que ditava o seu aparecimento e algumas dores.
     No dia 28 de Outubro a minha Filarmónica fez uma gravação para a RDP-Açores e tal exigiu muitas horas da minha parte a dirigir com o braço direito. Esse foi o dia que mais me custou pois tinha dores horríveis, mas o meu braço era essencial para um bom desempenho da gravação e fiz esse sacrifício de algumas horas.
     No dia seguinte procurei novamente o médico, pois estava mais do que provado de que não era psicológico, mas bem REAL. Receitou-me um anti-inflamatório com a condição de que se não passasse voltar à consulta para ir a especialista.
     O anti-inflamatório resolveu as dores, mas a "bolinha" que antes aparecia e desaparecia tornou-se firme.
     Passados os dias do anti-flamatório voltaram as dores e recorri novamente ao médico que por uma questão de talvez "descargo de consciência" pôs-me na lista de espera para a ida ao cirurgião quando este se deslocasse à Graciosa.
      Assim fiquei à espera... à espera... e a 15 de Dezembro soube que estava um cirurgião na Graciosa e fui ao Centro de Saúde saber se o meu nome estava na lista para aquele Cirurgião. Não me souberam dizer, mas informaram que a partir das 16:00 iam fazer os telefonemas de contactos para as consultas. Nesse mesmo dia tinha a festa de Natal da Creche e Jardim de Infância "Balão" e quando ia desligar o telemóvel para preparar as crianças para entrar em palco...finalmente tocou e era do Centro de Saúde...Tinha consulta no dia seguinte.
       Dia 16 de dezembro de 2008 fui à consulta, tive sorte de ir parar a boas mãos... Antonio Mora -  Mostrei e expliquei toda a minha situação, fez-me perguntas, mas não tinha sinais de que era tumor. Perguntou-me se queria tirar ao que respondi: " Se não volta a doer, quero!", assim a 17 de Dezembro fiz uma mini cirurgia com anestesia local. Assisti a tudo, mas não vi quase nada, bem que tentava ver, mas não era muito fácil. No final o cirurgião perguntou se eu queria ver e disse que sim...(tive pena de não ter fotografado). O que foi retirado tinha a largura, o comprimento e a grossura dos dedos indicador e médio juntos. Quando  vi aquilo a minha expressão foi "parece uma bife de vaca" pois era mole tal qual como os bifes antes de cozinhados...era liso, enfim nada indicava nada... Levei pontos e fui descansada à minha vida toda satisfeita que não iria ter mais dores...
      12 de Janeiro de 2009  fui chamada ao Centro de Saúde. Sempre pensei que fosse por causa da credencial de deslocação que iria fazer no final da semana para Lisboa para fazer um exame à coluna que ainda hoje ficou em standby. Tinham telefonado do Hospital da Terceira que teria de embarcar de emergência...achei tudo muito estranho até porque a informação que tinham era para fazer uma ecografia abdominal que nada tinha haver com a cirurgia que tinha feito. Ainda perguntei se não se teriam enganado no nome, pois não estava a perceber o porquê de ter de embarcar se estava tudo bem quando simultaneamente comecei a raciocinar que ainda não tinha completado um mês da minha pequena cirurgia e que certamente seria algo de "mau" que se estaria a passar. Não dava tempo de ir naquele dia, de forma que embarquei no dia 13 de Janeiro de 2009.
     Fiquei sempre convicta que iria chegar à Terceira e a notícia que iria ter era de que afinal era um TUMOR... Sempre calada sobre esse assunto preparei-me psicologicamente para o dia de falar com o médico...
Continuação deste meu testemunho nos próximos dias...
publicado por maestrinavania às 12:14

15
Nov 09

Nome: Sem medo de saber
Autor:  Ilan Gorin
Editora: Sextante
Sinopse:: Após perder seu pai vítima de câncer, Ilan Gorin teve a idéia de organizar este livro. Seu objetivo é conscientizar o maior número de pessoas sobre a importância do diagnóstico precoce dessa doença que não conhece idade, raça ou classe social.
A primeira parte do livro reúne depoimentos emocionantes de ilustres personalidades que enfrentaram esta terrível doença, entre elas Giba, Patrícia Pillar e o saudoso Raul Cortez. Mais do que dar lições ou ensinar a viver, essas histórias falam da importância do apoio e do afeto da família e amigos, para que nunca se perca a esperança e a vontade de lutar.
Na segunda parte, o autor nos apresenta os mais recentes avanços da ciência na pesquisa do câncer. A investigação do corpo humano usando técnicas modernas possibilita o diagnóstico precoce, que é a principal arma no combate a essa doença que, quando descoberta em seus estágios iniciais, apresenta grandes possibilidades de cura.Mais do que prestar uma homenagem a seu pai, Ilan Gorin nos presenteia com uma obra pioneira e instrutiva sobre um assunto que, embora tão comum, ainda é encarado como tabu. "Sem Medo de Saber" é um grande aliado a favor da vida.

 
publicado por maestrinavania às 16:23

12
Nov 09

Instituto do Cancro da Mama
----- Pedido importante ----- Este gesto fará uma enorme diferença
 

Repassem a 10 amigos para que repassem a outros 10 amigos ainda hoje!
E assim ajudaremos a manter este site tão importante.

http://www.thebreastcancersite.com

 

O Instituto do Cancro da Mama está com uma importante campanha.
Vamos manter o site do cancro da mama? Não custa nada.
O site do cancro da mama está com problemas pois não tem o número de acessos e cliques necessários para alcançar a quota que lhes permite oferecer UMA mamografia gratuita diariamente a mulheres de baixa rendimento.
Demora menos de um segundo ir ao site e clicar na tecla cor-de-rosa que diz 'Campanha da Mamografia Digital Gratuita'.
Não custa nada e é por meio do número diário de pessoas que clicam, que os patrocinadores oferecem a mamografia em troca de publicidade.

publicado por maestrinavania às 11:53

11
Nov 09

Mais uma pesquisa ao blog e encontrei...

http://www.lookfordiagnosis.com/mesh_info.php?term=radioterapia+conforme&lang=5

publicado por maestrinavania às 15:03

09
Nov 09

 Asas de frango - Isso é perigoso
Evite comer asas de frango com muita frequencia - as mulheres; especialmente: uma história verdadeira...!

Uma amiga minha recentemente teve um inchaço no útero e foi submetida a uma operação para remover o cisto. O cisto removido estava cheio de sangue de coloraçãoescura. Ela pensou que ficaria curada após a cirurgia mas estava redondamente enganada.

Uma piora ocorreu poucos meses depois. Assustada, ela procurou seu ginecologista para uma consulta.

Durante a consulta, seu médico lhe fez uma pergunta que a deixou perplexa. Ele perguntou se ela era uma consumidora frequente de asas de frango e ela respondeu que sim, se perguntando como ele conhecia o seu hábito alimentar.
Veja bem, a verdade está nessa era moderna; os frangos são injetados de estereoides para acelerar seu crescimento para que possam suprir a necessidade da demanda da sociedade.
Esta necessidade nada mais é do que a necessidade de alimentação.

Os frangos que são injetados de estereoides são geralmente espetados no pescoço ou nas asas.
Por essa razão, são nesses lugares que existe a maior concentração de estereoides.
Estes estereoides tem efeitos terríveis no corpo já que aceleram o crescimento.
Isso produz um efeito ainda muito mais perigoso na presença de hormônios femininos, ele deixa as mulheres ainda mais vulneráveis ao crescimento de cisto no ovário. Por isso, eu aconselho as pessoas lá fora a controlarem suas dietas e diminuirem a frequencia do consumo de asas de frango!

As pessoas que receberam este e-mail, por favor, repasse-o para seus amigos e para os entes queridos. Tenho certeza que ninguém quer vê-lo ou vê-la sofrer!

publicado por maestrinavania às 09:30

07
Nov 09

Alertar para a importância do diagnóstico precoce é o objectivo de uma campanha que a partir de hoje desafia as mulheres portuguesas a vestir roupa cor-de-rosa para assinalar, quinta-feira, o Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama.

A campanha de sensibilização "Saiba o que lhe vai no peito" é promovida pela Associação Ame e Viva a Vida e decorre até 30 de Outubro.

"Porque o diagnóstico precoce aumenta a probabilidade de cura, a prevenção tem um papel muito importante na sobrevivência ao cancro da mama", sublinha a associação.

Realizar o auto-exame mamário todos os meses, a partir dos 20 anos e consultar o médico sempre que notar alguma alteração na mama são algumas das medidas de prevenção que devem ser adoptadas.

A primeira mamografia deve ser realizada aos 35 anos e, posteriormente, de forma regular com intervalos de um a dois anos.

Em Portugal são diagnosticados anualmente cerca de 4500 novos casos de cancro da mama e estima-se que, de entre cada oito a dez mulheres, uma vai desenvolver esta doença ao longo da vida

A incidência aumenta com a idade e 50 por cento dos casos ocorrem entre os 50 e 64 anos.

A Associação Ame e Viva a Vida é uma instituição particular de solidariedade social (IPSS) que teve origem num grupo de mulheres mastectomizadas, sobreviventes de cancro da mama

publicado por maestrinavania às 14:01

05
Nov 09

publicado por maestrinavania às 13:57

03
Nov 09

O cancro da mama mata 1.550 mulheres por ano em Portugal, um número que pode baixar substancialmente quando o rastreio for alargado a todo o País, referiram hoje em Viana do Castelo especialistas da patologia.
João Carvalho, da Direcção Regional Norte da Liga Portuguesa contra o Cancro, lembrou que as possibilidades de cura de um cancro da mama "são superiores a 90 por cento", desde que a detecção seja precoce e o tratamento eficiente.

O coordenador do Grupo de Patologia da Mama da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, Rui Gomes, deixou uma "chamada de atenção" ao poder político para a necessidade urgente de alargar o rastreio do cancro da mama a todo o País.

"Em Portugal, começamos sempre muito tarde em tudo. O rastreio do cancro da mama só começou em 1990, na região Centro, estendendo-se muito tempo depois para o Norte, enquanto que no Sul ainda quase não avançou", criticou Rui Gomes.

Diagnóstico e tratamento

Desde 1995, e segundo João Carvalho, regista-se em Portugal uma tendência para a diminuição da mortalidade associada ao cancro da mama, fundamentalmente graças a um diagnóstico mais precoce e a uma melhor qualidade do tratamento.

Os responsáveis falavam no decorrer da iniciativa "Viana do Castelo na prevenção do cancro da mama", que decorre até 30 de Outubro e que inclui diversas acções de sensibilização para a prevenção da patologia.

Os números em Portugal

Portugal regista, anualmente, 4.500 novos casos do cancro da mama.

"Todas as mulheres têm algum risco de contrair cancro da mama", alertou João Carvalho.

O cancro da mama mata, por ano, mais de um milhão de pessoas em todo o Mundo.

publicado por maestrinavania às 13:56

01
Nov 09

 

publicado por maestrinavania às 01:11

comentários recentes
è com tristeza que informo que a sara faleceu no p...
Olá!Sou estudante do mestrado em Psicologia Clínic...
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