31
Jul 09

 

publicado por maestrinavania às 08:55

29
Jul 09

 

publicado por maestrinavania às 00:15

28
Jul 09

     Os seios fazem parte da feminilidade da mulher. Têm uma importância primordial ao longo da sua vida. Quando a menina se torna mulher a transformação da glândula mamária é importante e torna-se um orgulho para a mulher que desperta para a vida. É um sinal externo de maturação, realça a beleza feminina, é sensível para o prazer sexual e fundamental para a amamentação.

 

    Dr.ª Maria Helena Gervásio, Presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia*

  

   A notícia do diagnóstico de cancro da mama é sempre dolorosa, qualquer que seja a idade da mulher, com repercussões físicas, emocionais e sociais.

 Como médica, tenho vivido várias experiências com estas doentes. Independentemente da idade, do perfil psicológico e cultural da mulher, a primeira reacção é de desespero, medo, revolta e até de negação da doença. Receiam a vida em primeiro lugar e depois os tratamentos – cirurgia, quimioterapia, radioterapia. Deixam de nos ouvir momentaneamente.

  Quando entram na fase da consciencialização da situação clínica, então começam as dúvidas. Preciso de tirar a mama toda? Preciso de tratamentos dolorosos? Fico boa? Durante quanto tempo? Cria-se então uma empatia recíproca médico/doente.

  Esclarecem-se os tratamentos. Explicam-se as alternativas possíveis para a manutenção da feminilidade da mulher. É importante nesta fase o apoio que o conjugue, filhos ou demais família possa prestar, para estimular a imagem que existe da vida para além da mutilação dos tratamentos.

  O pânico do diagnóstico é desfeito quando aceitam os tratamentos. É evidente que este facto é devido em especial, ao receio da perda da vida. É imperioso esclarecer que o diagnóstico desta doença numa fase inicial conduz a fortes probabilidades de cura.

  Esta é a grande razão para motivar as mulheres a fazerem o seu rastreio. Numa altura em que nada se palpa ou vê, as alterações que se possam encontrar na mamografia são, normalmente, localizadas e potencialmente curáveis.

  É importante que se façam campanhas de esclarecimento sobre a doença e meios de rastreio. As mulheres só pelo facto de serem mulheres, são um factor de risco para desenvolverem a doença. Precisam por isso de saber como a detectar no período em que se podem curar. Não recear a doença com a carga de morte que habitualmente associam, mas sim como uma patologia que tem tratamento e cura como as restantes, consideradas mais banais.

  A mamografia do rastreio é um método de diagnóstico preciso, eficaz, seguro e indolor. 90% das mulheres que fazem o seu diagnóstico numa fase inicial estão curadas após o tratamento.

  Por outro lado, o próprio tratamento é diferente face à extensão da doença. Os tumores pequenos podem ser tratados com cirurgia conservadora, preservando a mama e deste modo obviando a mutilação física e psicológica tão temida com a perda da mama.

  Apesar dos números de cancro da mama estarem a aumentar em todo o mundo, devido entre outros factos, ao aumento da esperança de vida, isto é, a mulher viver mais anos, a mortalidade por esta doença tem diminuído.

  Os rastreios e os diagnósticos precoces, a evolução dos meios de diagnóstico, com mamógrafos mais minuciosos, estão na origem deste acontecimento, embora o desenvolvimento rápido da terapêutica esteja a contribuir para isso.

  Nos últimos anos temos assistido ao aprofundamento rápida dos conceitos da biologia molecular, do aparecimento de novos fármacos e de novos métodos de terapêutica, permitindo-nos controlar a doença, aumentar a sobrevivência e muitas vezes curar as doentes.

   A quimioterapia primária, que é feita antes da cirurgia, tem ajudado a limitar a doença e a permitir cirurgias menos mutilantes, melhorando a qualidade de vida das doentes. Recentemente, a introdução do docetaxel no tratamento primário tem permitido obter em maior número, respostas completas da doença, com confirmação histológica, o que seguramente irá conduzir ao aumento da sobrevivência, embora ainda não tenhamos tempo de recuo suficiente para o demonstrar.

  A quimioterapia adjuvante, após a cirurgia, surgiu nos anos 2000 com novas associações de citostáticos, onde o uso das antraciclinas e taxanos, nomeadamente o esquema TAC (docetaxel, doxorrubicina e ciclofosfamida), dando um aumento da sobrevivência a mulheres que têm pior prognóstico, ou seja menos possibilidades de cura por extensão local da doença. 

   O conhecimento biomolecular das células tumorais, permitem identificar proteínas e conhecer enzimas que conduzem a um pior prognóstico, ou seja, a não resposta do tumor aos tratamentos clássicos, justificando a resistência que por vezes encontramos. A determinação da expressão ou ampliação do HER2 nas células tumorais foi estudada, verificando-se que estes tumores são mais agressivos e respondem pior aos tratamentos.

   A evolução da ciência com os ensaios clínicos efectuados, confirmaram que estas doentes deviam submeter-se a tratamentos com antraciclinas e taxanos. A descoberta do anticorpo monoclonal – trastuzumab, que actua especificamente neste alvo tumoral, quando associado á quimioterapia mostrou uma diminuição do risco de morte em 33%, e uma redução do risco de recidiva à distância que varia de 39% a 52%.

  Depois da evolução da hormonoterapia, esta associação representou ganhos significativos para as doentes com cancro da mama de alto risco, com grande probabilidade de desenvolverem doença mais tarde após os tratamentos.

  Esperamos a todo o momento Ter conhecimentos suficientes para identificarmos cada vez mais as características individuais destes tumores, e com os novos fármacos ou novas associações controlarmos definitivamente a doença.

* Directora do Serviço de Oncologia Médica do IPO de Coimbra.

 in http://www.hospitalfeira.min-saude.pt/

publicado por maestrinavania às 11:02

27
Jul 09

 

Não se esqueça! Cada caso é um caso!

 

publicado por maestrinavania às 09:48

25
Jul 09

 

publicado por maestrinavania às 10:09

23
Jul 09

     No meu outro blog http://maestrinavania.blogs.sapo.pt poderá ler (post do dia 22/07/2009), uma curiosidade sobre fruta que está directamente relaccionada com a nossa saúde.

     Leia e aplique na sua vida quotidiana para poder contribuir para uma melhor qualidade da sua saúde.

publicado por maestrinavania às 01:31

21
Jul 09

 A União Humanitária dos Doentes com Cancro (UHDC) passa a disponibilizar consultas de apoio psicológico gratuitas a doentes e familiares de doentes com cancro no Núcleo de Apoio ao Doente Oncológico, na Av. de Ceuta Norte, Bairro do Loureiro, Lote 11 - Loja 2, Lisboa, de segunda a sexta-feira, entre as 9 e as 18 horas. 

 

De acordo com o presidente da associação, Luís Filipe Soares, "esta iniciativa é muito importante para os doentes oncológicos mais carenciados que, tantas vezes, não têm o apoio necessário na luta pela vida".


Segundo a psicóloga da associação, Dra. Cláudia Costa, "é necessário dar apoio psicológico e emocional que permita ao doente com cancro recuperar a auto-estima e ajudá-lo a desenvolver estratégias para lidar com a doença e melhorar a sua qualidade de vida".


Para marcar a consulta basta ligar para o número 213 619 542.


O cancro é a segunda causa de morte em Portugal e no mundo sendo que, a nível nacional, todos os anos são diagnosticados entre 40 a 50 mil novos casos de cancro e cerca de 25 mil pessoas morrem de doença oncológica. Estima-se que 1 em cada 12 doentes oncológicos pode desenvolver depressão.


Sobre a União Humanitária dos Doentes com Cancro (UHDC)


A UHDC é uma associação humanitária, de solidariedade social e beneficência que dedica a sua existência, desde 1999, a prestar diversos tipos de apoio gratuito a doentes com cancro e seus familiares.


Actualmente, com mais de 500 associados e mais de 40 voluntários, a União é também membro efectivo do Grupo Técnico Consultivo da Direcção-Geral da Saúde e foi pioneira no lançamento da primeira linha telefónica contra o cancro, em Portugal. A par de outras actividades, a União presta apoios domiciliários, hospitalar, psicológico e de assistência social.

in http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2817/

publicado por maestrinavania às 23:40

20
Jul 09

 

publicado por maestrinavania às 00:12

19
Jul 09

   "Esperança de Vida" foi uma grande reportagem da jornalista Conceição Queiroz, com imagem de Ricardo Ferreira e montagem de Pedro Cordeiro que foi emitida hoje a seguir ao Jornal Nacional no Repórter TVI.

  

    ESPERANÇA DE VIDA-  O cancro mata sete milhões de pessoas por ano, no mundo inteiro. Em Portugal, são 25.000 as vítimas mortais. Na verdade, alguns dos problemas oncológicos passam pela pouca prevenção, pela falta de planificação para tratar estes doentes ou pela eterna falta de médicos.

 

As investigações continuam pelo mundo inteiro e o diagnóstico do cancro já não é uma fatalidade


in http://www.tvi.iol.pt

publicado por maestrinavania às 21:21

18
Jul 09

O relato de uma mulher que se recusa a baixar os braços foto artigo

      Aos 26 anos e mãe de um rapaz de quatro anos, Joana Sousa Cardoso foi surpreendida pelo cancro da mama e é o exemplo de como a força mental é essencial para a cura. Convicta de que vai vencer esta batalha, está noiva, deseja ter mais filhos e sente-se bonita e sexy, mesmo sem os seus longos cabelos pretos.

   A Joana não tem cancro. Era assim que este artigo deveria começar mas, infelizmente, a verdade é outra. Aos 26 anos, Joana Sousa Cardoso tem cancro da mama.

«Apesar de ter consciência da doença que tenho, também me mentalizo que não tenho cancro. Pelo menos é essa a ideia que faço passar, não de propósito, mas porque me sinto naturalmente muito bem», confessou à Prevenir em meados de 2008.

     E a verdade é que, quando sentimos a sua energia positiva, quando ouvimos a sua gargalhada e a vemos fazer humor de uma situação que nada tem de engraçada, a vontade é mesmo essa: apetece dizer que não tem cancro da mama.

    Joana Sousa Cardoso descobriu que tinha cancro no final da Primavera desse ano. Mas, muito provavelmente, toda esta situação poderia ter sido evitada se um diagnóstico realizado há cerca de um ano e meio não tivesse sido negligente.

      «Apareceu-me um nódulo no peito e por descargo de consciência fui ao médico ver o que se passava. Ele viu-me e disse-me que fazia parte da estrutura mamária e que era mesmo assim. Fiquei descansada. Ainda por cima, sou jovem, fui mãe cedo, amamentei e não fazia parte do grupo de risco», explica.

     No entanto, a determinada altura, o nódulo começou a aumentar e, quase um ano depois, Joana decidiu ir ao Hospital da Universidade de Coimbra, onde, depois de uma ecografia mamária, uma mamografia e uma biópsia, «se confirmou o que não queria saber».

 

                                                         O choque da notícia

     Anestesiada é o sentimento que melhor descreve o estado em que ficou quando as palavras cancro da mama ecoaram na sua cabeça: «O médico veio chamar-me ao corredor e trazia uma folha com o resultado sublinhado a vermelho. Percebi logo o que era», recorda.

«Entrei no gabinete e ele começou com aquela conversa do género "Joana, há coisas que nós temos que gostávamos de não ter". Disse-lhe logo que podia parar com aquela conversa, que o importante era saber o que é que podíamos fazer a partir daquele momento. Ele começou a falar, mas confesso que já não ouvi nada, apenas umas palavras soltas», relembra.

      O seu primeiro pensamento foi para o filho Afonso, com quatro anos na altura, e recorda a apatia que sentiu naqueles primeiros dias. «Estava apática. Acho que nem era triste, estava a tentar assimilar toda a informação e fiquei um bocado tremida. Nos primeiros momentos custou-me muito aceitar que ia fazer quimioterapia e que passados 18 dias ia ficar sem cabelo», confessa.

                                                        

Um lenço para cada dia

     Vaidosa e feminina como qualquer mulher, a ideia de perder os seus longos cabelos pretos assustou-a. Já para não falar na hipótese de ter de fazer uma mastectomia, situação que só em Outubro de 2008, altura para que estava marcada a operação, seria decidida.

Mas a forma positiva que encontrou para lidar com este momento menos bom faz com que saiba continuar a rir: «No início, foi o choque de ter de rapar o cabelo mas, hoje, olho à minha volta e acho que há coisas tão piores. É uma questão de estado de espírito», sublinha.

«A verdade é que o cancro não dói. Pelo menos o meu não me dói!

E o mais chato são mesmo os efeitos da quimioterapia, mas para a qual é também muito importante o lado psicológico para tentarmos dar a volta por cima», conta com um sorriso. Para rapar o cabelo contou com a preciosa e cúmplice ajuda das amigas:

«Na primeira vez que puxei o cabelo para trás, num gesto habitual, e caiu um bom bocado, pensei "isto vai mesmo acontecer". Tinha o cabelo muito comprido e primeiro cortei pelo queixo. Depois fui logo ver umas cabeleiras porque não queria que ninguém me visse assim de cabelo rapado», desabafa.

       «Sentia-me exposta, desprotegida. Mas, entretanto, continuei a acabar o meu Mestrado e estava sempre tão envolvida com o meu filho que, quando dei por mim, estava a rapar o cabelo em casa de umas amigas. Elas iam colocando o cabelo directamente no saco do lixo para eu não ver», conta.

     «No final, ainda acabámos por nos rir daquilo, porque eu estava sem cabelo na cabeça e uma das minhas amigas cheia de cabelo na cara. Foi um momento que me marcou e, na altura, pus um lenço, noutro dia outro e nunca mais me lembrei da cabeleira», confessa.

«Hoje, gosto de me ver assim. É óbvio que preferia ter os meus longos cabelos, mas na situação em que me encontro até me sinto bonita e isto acaba por ser um pormenor», admite.

                                                

 Atitude positiva ajuda a curar

     Aos 26 anos, era suposto estar a gozar ao máximo a vida. Era a altura de se divertir com os amigos, das saídas à noite, de namorar, de desfrutar do filho... Mas é tentando ver sempre o lado positivo da situação que Joana Sousa Cardoso combate a doença:

«Penso que se isto me aconteceu nesta idade foi por alguma razão e de certeza que vou tirar uma grande lição de vida desta experiência. Acho que a maneira como encaramos a doença e os tratamentos está toda na nossa cabeça», acredita.

«O resultado da quimioterapia acaba também por depender de nós e não só dos fármacos. Fiz quimioterapia há dois dias e sinto-me bem. Estou aqui bem-disposta, a rir...», refere.

«O facto de isto me estar a acontecer nesta idade fez-me ver a vida de uma maneira diferente. Podia ser bem pior, estou aqui, vou fazendo a minha vida naturalmente e estou a divertir-me imenso», admite. A maneira como se relaciona com os outros também mudou, mas apenas no sentido em que se sente mais preparada para ouvir e aconselhar os outros:

«Às vezes estou a conversar com as minhas amigas e sem diminuir os problemas delas, falo-lhes de uma forma mais positiva, mostro-lhes que tem solução. Claro que não podemos pensar que só porque temos um problema maior, que o drama amoroso ou de trabalho de uma amiga não são nada», enfatiza.

        «Isso é uma injustiça. O que acontece é que já tenho outra forma de ver as coisas e talvez seja capaz de lhe dar conselhos mais completos ou mais eficazes», justifica.

                                                 

  Fonte de força e coragem

      Um dos mais difíceis efeitos dos tratamentos, além da perda de cabelo, é o cansaço. E aí, Joana admite que, muitas vezes, mesmo que a cabeça os queira ultrapassar, o corpo não deixa:

       «Quero fazer alguma coisa e não consigo. Mas, agora, como estou a tomar ferro e uns suplementos vitamínicos já me sinto com mais força. E depois acho que o sol e o bom tempo ajudam imenso e animam qualquer pessoa», explica.

      Joana é muitas vezes confrontada com a pergunta: Onde vai busca força e coragem? Com uma modéstia que comove, um sorriso que nunca lhe sai dos lábios e um brilho sempre presente nos olhos, confessa que fica sem saber o que responder porque não acha que tenha mais coragem nem força do que as outras pessoas:

      «Acho que arranjei um modo de encarar a vida de uma forma mais natural e positiva. E se eu tiver esta forma de estar perante a vida, acho que acabo por estar bem e conseguir fazer tudo o que fazia antes», sublinha. «A força? Acho que a vou buscar ao Afonso, àquele sorriso enorme que ele tem, àquele xi-coração que ele me dá e que é tudo para mim», explica.

                                

  A importância do amor, da família e dos amigos

      O filho Afonso (que tem sabido defender desta situação, mantendo inalterada a sua rotina diária) é a sua maior fonte de energia e coragem. Tanto assim que quer voltar a ser mãe assim que puder: «Só posso pensar nisso daqui a uns cinco anos. Nessa altura, terei 31 e ainda estou óptima para ter muitos filhos e construir uma família bonita e feliz.», constata.

     Joana não esconde que o apoio das pessoas que estão ao seu lado tem sido fundamental. Em particular do pai do seu filho, o cantor Mico da Camara Pereira, com quem vive há alguns anos e de quem está noiva:

      «Além de me adorar, de me achar bonita com ou sem cabelo, de gostar sempre de mim, ele é o meu grande amigo e está ali ao meu lado», confessa. «Ninguém acorda bem-disposta a dizer que tem um cancro e que se sente muito bem. É um processo que vai acontecendo e graças a todas as pessoas que estão à minha volta e às pequenas coisas que vou conseguindo fazer, mesmo quando me dizem para ir descansar», explica.

A verdade é que, em nenhum momento, pensou na morte. Pelo contrário, contra a opinião de algumas pessoas, continuou a frequentar as aulas do Mestrado em Arquitectura na Universidade Autónoma de Lisboa (cuja parte lectiva concluiu entretanto) e a saborear cada minuto da sua vida.

       «Parece um cliché, mas a verdade é que é mesmo assim: uma pessoa anda aqui a deambular pela vida, se não faz hoje, faz amanhã.... Hoje, como tenho vários dias em que me sinto fisicamente em baixo, quando estou bem, tenho vontade de sair, de passear com o meu filho, namorar...».

     O seu sentido de humor é também uma boa arma de defesa. Sem complexos, Joana ri-se das suas próprias gaffes, como aquela que deu num jantar entre amigos, quando deixou sair a expressão «eu já estava pelos cabelos». À sua volta, os amigos reagiram com o mesmo humor e começaram todos a rir-se, uma vez que cabelo é coisa que neste momento não tem.

       Recorda também ainda a brincadeira com as amigas quando voltou a rapar o cabelo: «Começaram a brincar, a pôr-me espuma, cerejas e acabámos por tirar umas fotografias muito engraçadas e rimos imenso». E mesmo quando pensa que pode vir a ter de fazer uma mastectomia parcial ou total, um assunto tão delicado para uma mulher, Joana desdramatiza-o:

     «Uma mulher gosta de se sentir bem com o seu corpo, mas penso que hoje há uma série de técnicas de reconstrução e que ainda posso ficar com umas maminhas bem mais giras do que aquelas que tenho agora». O segredo do seu sorriso, determinação e alegria parece simples: a imensa e inesgotável sede de viver:

      «Se eu estiver sempre a tentar encontrar o lado positivo desta situação, sentir-me-ei feliz, realizada. Não me sinto nenhuma coitadinha nem quero que tenham pena de mim. No outro dia vinha da quimioterapia, cheguei a casa e o Afonso partiu a cabeça», recorda.

«Isso para mim é que foi um problema. Fui buscar forças não sei onde. Partir a cabeça numa criança de quatro anos é uma coisa banal, mas entristeceu-me tanto ver as lágrimas a correrem pela carinha dele. Aquilo estava a dar cabo de mim, muito mais do que o cancro. Não me sinto especial, nem com mais força do que as outras. Acho que qualquer mãe é assim, prefere que lhe aconteça tudo a ela do que aos filhos», enfatiza.

                            

    Os conselhos de Joana Sousa Cardoso

      Não menonosprezar os sinanais do corpo. «Daqui a um ano vou estar cheia de saúde e aproveito esta oportunidade para dizer às mulheres adolescentes que quando sentirem qualquer coisa, por mais pequena seja, vão à ginecologista e façam um exame, mesmo que não tenham o gene do cancro da mama na família, se foram mãe cedo, se deram de mamar... Uma ecografia não dói, é até uma sensação muito refrescante.»

     A importância do diagnóstico certo. «Na altura tinha 24 anos e não fiquei satisfeita com o que o médico me disse e perguntei se não seria melhor fazer uma mamografia.

         Ele insistiu: "Não, isso é mesmo assim, é a estrutura mamária, quando tiver 40 anos preocupe-se com isso". Não me passa pela cabeça que um médico não esteja atento ao diagnóstico. Sou muito forte, mas estaria muito melhor se não estivesse a passar por isto».

     O apoio da fafamília. «Hoje, sinto que ainda tenho mais amor para dar e quero que as pessoas que me rodeiam percebam o quanto gosto delas e que são elas que me ajudam a passar este momento. E que é graças a esse apoio que tenho esta atitude.»

Atitude positiva. «Sempre fui uma pessoa divertida e afectiva. Vou estar assim [a lutar contra o cancro da mama] um, dois anos, não posso passar este tempo todo triste e sempre a pensar nisto. Há que seguir em frente.»

 

 

Texto: Evelise Moutinho
in
http://saude.sapo.pt/prevenir/artigos/geral/saude/ver.html?id=912851&pagina=2

publicado por maestrinavania às 01:08

17
Jul 09
A campanha "Beber pela Vida" de Água de Luso vai contribuir na luta contra o cancro da mama

 



      A Sociedade da Água de Luso (SAL), através da Marca Luso, vai apoiar a Associação Laço na angariação de fundos para a construção de um novo Centro de Excelência para o Diagnóstico e Tratamento do Cancro da Mama no Hospital de Santa Maria em Lisboa. Na compra de Água de Luso os consumidores vão estar a contribuir com um donativo para a Associação.

 
    De Maio a Julho todos os consumidores vão poder contribuir para esta causa ao adquirirem Água de Luso, que tem uma nova imagem, e está disponível nos canais de distribuição tradicionais nos formatos 33cl, 50cl e 5 litros.


in
www.laco.pt

publicado por maestrinavania às 01:26

16
Jul 09

 

publicado por maestrinavania às 16:18

13
Jul 09

 

publicado por maestrinavania às 16:42

11
Jul 09

 

publicado por maestrinavania às 16:08

09
Jul 09

 

publicado por maestrinavania às 12:46

08
Jul 09

 

publicado por maestrinavania às 23:04

07
Jul 09

publicado por maestrinavania às 15:19

05
Jul 09

Estádio 0:
Corresponde ao Carcinoma ductal in Situ
Estádio I:
Quando o tumor tem até 2cm, sem qualquer evidência de se ter espalhado pelos gânglios linfáticos próximos.
Estádio II:
Inclui tumores de até 5cm, mas com envolvimento de gânglios linfáticos ou então, um tumor primário com mais de 5cm, sem metástases.
Estádio III:
Quando o tumor tem mais de 5cm e há envolvimento dos gânglios linfáticos da axila do lado da mama afetada.
Estádio IV:
Quando existem metástases distantes, como no fígado, ossos, pulmão, pele ou outras partes do corpo.
Uma vez identificado o estádio, é possível ao médico planear o tratamento mais adequado.

publicado por maestrinavania às 15:43

04
Jul 09

Normal          Hiperplasia       displasia leve     Carcinoma in situ     Carcinoma invasivo

publicado por maestrinavania às 13:35

03
Jul 09

     Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos indica que apenas uma célula de cancro de pele pode ser o bastante para causar um novo tumor. "Até onde sabemos, esta é a primeira vez que foi possível mostrar que células individuais de cancro humano podem formar tumores de maneira eficiente", afirmou Sean Morrison, pesquisador que liderou estudo, divulgado na revista Nature.

     A equipa do Instituto Médico Howard Hughes e da Universidade do Michigan estudou o melanoma, um cancro de pele conhecido pela sua capacidade de se espalhar. Normalmente, a habilidade de uma única célula de "semear" um novo tumor é testada quando os cientistas injectam em ratos com sistemas imunológicos enfraquecidos grandes quantidades destas células e então são contados quantos novos tumores surgem.

     A proporção relativamente pequena de tumores levou à concepção em muitos cientistas de que nem todas as células de cancro podem desencadear um novo tumor e que esta habilidade estava restrita a um número pequeno de células cancerosas especializadas, ou "células-tronco cancerosas". Mas, para Morrison, esta forma de pesquisa não é ideal, pois os ratos ainda apresentam alguma imunidade a estas células cancerosas humanas, o que leva os cientistas a subestimar de forma significativa o potencial destas células.

      No estudo, a equipa de pesquisadores injectou grupos de células de melanoma em ratos com sistemas imunológicos ainda mais enfraquecidos do que na forma de pesquisa tradicional e descobriu que cerca de 25% das células formaram tumores. Os cientistas também injectaram células individuais de melanoma e observaram que 27% destas células formaram tumores nos ratos.

     Morrison admite que é possível que as chamadas "células-tronco cancerosas" possam ser mais comuns em certos tipos de cancro, mas "a verdade provavelmente está em algum lugar entre as duas teorias preponderantes". "Esperamos que alguns tipos de cancro sigam o modelo da célula-tronco cancerosa, enquanto outros tipos não sigam", disse.

   "Muitos tipos de cancro serão como o melanoma, um tipo tradicional no qual cada célula é ruim." Ed Yong, porta-voz da entidade britânica de fomento à pesquisa sobre o cancro Cancer Research UK, afirmou que a ideia de que tumores crescem a partir de um pequeno número de "células-tronco cancerosas" é uma das mais interessantes na pesquisa.

   "Mas este estudo sugere que pode não ser o mesmo para cada tipo de cancro, no melanoma uma proporção muito maior de células cancerosas são capazes de iniciar um novo tumor", afirmou.

 

in http://www.acores.net/paranoias/view-30855.html

publicado por maestrinavania às 19:37

02
Jul 09

     Este vídeo expilca as metástases, o único senão é que está em Inglês, no entanto tem uma linguagem simples.

 

publicado por maestrinavania às 00:43

01
Jul 09

Clique na imagem para aceder ao site sobre o Cancro do Colo do útero!

publicado por maestrinavania às 09:20

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